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quarta-feira, 25 de maio de 2011

CARIDADE E AMOR AO PRÓXIMO - ESTUDO DE 25/05/11

Boa noite a todos os amigos.

Jesus entendia o verdadeiro sentido da palavra caridade como: "Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas." Apesar de entendermos que nossa condição atual não é um castigo, que tem justificativas na lei de causa e efeito, devemos também, por compreendermos a necessidade da caridade, procurarmos amparar aos que se encontram na situação de miserabilidade. "O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejáramos nos fosse feito. Tal o sentido destas palavras de Jesus: Amai-vos uns aos outros como irmãos." ("Livro dos Espíritos" Questão 886) A esmola não é fácil de ser pedida, o orgulhoso sofre nessa situação, mas o próprio senso de sobrevivência o leva a isso. Há ainda o indolente, o que não quer progredir, que aceita a vida da forma como ela se apresenta. Mas como julgar o merecedor de nossa ação? Não nos cabe essa decisão, agiremos de acordo com nosso livre arbítrio, com o que nossas sensibilidade nos indicar. Não faremos cobranças em nossas doações, ou trocas, pois a decisão do uso, a partir do momento que fizermos o donativo, deixa de ser nossa. Cada um responde por seus atos. Podemos agir em duas iniciativas. A primeira através da doação pura e simples, do assistencialismo, que tirará do risco imediato a quem estamos favorecendo. O segundo passo , o mais importante, será resgatar essa pessoa, esse espírito cumpridor de sua etapa evolutiva, levando-o ao aprendizado. Tanto das leis de Deus, como de uma forma produtiva de viver e ter sua dignidade de ser humano devolvida. Aí, nós como cidadãos e o Centro Espírita como organização, teremos papel fundamental no progresso daqueles que serão colocados sob nossa tutela. O esclarecimento é essencial.Vejamos:
" O homem verdadeiramente bom procura elevar, aos seus próprios olhos, aquele que lhe é inferior, diminuindo a distância que os separa." ( "Livro dos Espíritos" Questão 886)

O Livro dos Espíritos nos coloca claramente que a caridade não é apenas material, embora ela seja significativa. "A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, abrange todas as relações em que nos achamos com os nossos semelhantes, sejam eles nossos inferiores, nossos iguais, ou nossos superiores. Ela nos prescreve a indulgência, porque de indulgência precisamos nós mesmos, e nos proíbe que humilhemos os desafortunados, contrariamente ao que se costuma fazer" ("Livro dos Espíritos" Questão 886)
A caridade moral, aquela que vem da doação de nosso tempo livre, é a mais importante caridade que poderemos efetuar. Deus não deixa seus filhos sem amparo. Só a condição de chegarem até nós, os necessitados de alguma forma, material ou moral, já nos mostra nosso compromisso. Vejamos o que nos diz o "Evangelho Segundo o Espiritismo" (Capítulo XXV - Buscai e Achareis - Observai os pássaros do céu: 6 a 8.):
"Eis por que vos digo: Não vos inquieteis por saber onde achareis o que comer para sustento da vossa vida, nem de onde tirareis vestes para cobrir o vosso corpo. Não é a vida mais do que o alimento e o corpo mais do que as vestes? Observai os pássaros do céu: não semeiam, não ceifam, nada guardam em celeiros; mas, vosso Pai celestial os alimenta. Não sois muito mais do que eles? - e qual, dentre vós, o que pode, com todos os seus esforços, aumentar de um côvado a sua estatura? Por que, também, vos inquietais pelo vestuário? Observai como crescem os lírios dos campos: não trabalham, nem fiam; - entretanto, eu vos declaro que nem Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. - Ora, se Deus tem o cuidado de vestir dessa maneira a erva dos campos, que existe hoje e amanhã será lançada na fornalha, quanto maior cuidado não terá em vos vestir, ó homens de pouca fé! Não vos inquieteis, pois, dizendo: Que comeremos? ou: que beberemos? ou: de que nos vestiremos? - como fazem os pagãos, que andam à procura de todas essas coisas; porque vosso Pai sabe que tendes necessidades delas. Buscai primeiramente o reino de Deus e a sua justiça, que todas essas coisas vos serão dadas de acréscimo. - Assim, pois, não vos ponhais inquietos pelo dia de amanhã, porquanto o amanhã cuidará de si. A cada dia basta o seu mal." Quando Jesus nos fala da caridade, do amor, ele nos lembra que nem sempre esses sentimentos são fáceis. Pois muito fácil é amar e amparar os amigos. Mas e os inimigos? "Jesus também disse: Amai mesmo os vossos inimigos. Ora, o amor aos inimigos não será contrário às nossas tendências naturais e a inimizade não provirá de uma falta de simpatia entre os Espíritos? "Certo ninguém pode votar aos seus inimigos um amor terno e apaixonado. Não foi isso o que Jesus entendeu de dizer. Amar os inimigos é perdoar-lhes e lhes retribuir o mal com o bem. O que assim procede se torna superior aos seus inimigos, ao passo que abaixo deles se coloca, se procura tomar vingança."" ("Livro dos Espíritos" Questão 887).
Na questão 888, Kardec pergunta sobre a esmola e os espíritos respondem (São Vicente de Paulo): 888. Que se deve pensar da esmola? "Condenando-se a pedir esmola, o homem se degrada física e moralmente: embrutece-se. Uma sociedade que se baseie na lei de Deus e na justiça deve prover à vida do fraco, sem que haja para ele humilhação. Deve assegurar a existência dos que não podem trabalhar, sem lhes deixar a vida à mercê do acaso e da boa-vontade de alguns." a) - Dar-se-á reproveis a esmola? "Não; o que merece reprovação não é a esmola, mas a maneira por que habitualmente é dada. O homem de bem, que compreende a caridade de acordo com Jesus, vai ao encontro do desgraçado, sem esperar que este lhe estenda a mão.
"A verdadeira caridade é sempre bondosa e benévola; está tanto no ato, como na maneira por que é praticado. Duplo valor tem um serviço prestado com delicadeza. Se o for com altivez, pode ser que a necessidade obrigue quem o recebe a aceitá-lo, mas o seu coração pouco se comoverá. "Lembrai-vos também de que, aos olhos de Deus, a ostentação tira o mérito ao beneficio. Disse Jesus: "Ignore a vossa mão esquerda o que a direita der." Por essa forma, ele vos ensinou a não tisnardes a caridade com o orgulho. "Deve-se distinguir a esmola, propriamente dita, da beneficência. Nem sempre o mais necessitado é o que pede. O temor de uma humilhação detém o verdadeiro pobre, que muita vez sofre sem se queixar. A esse é que o homem verdadeiramente humano sabe ir procurar, sem ostentação. "Amai-vos uns aos outros, eis toda a lei, lei divina, mediante a qual governa Deus os mundos. O amor é a lei de atração para os seres vivos e organizados. A atração é a lei de amor para a matéria inorgânica. "Não esqueçais nunca que o Espírito, qualquer que sejam o grau de seu adiantamento, sua situação como reencarnado, ou na erraticidade, está sempre colocado entre um superior, que o guia e aperfeiçoa, e um inferior, para com o qual tem que cumprir esses mesmos deveres. Sede, pois, caridosos, praticando, não só a caridade que vos faz dar friamente o óbolo que tirais do bolso ao que vo-lo ousa pedir, mas a que vos leve ao encontro das misérias ocultas. Sede indulgentes com os defeitos dos vossos semelhantes. Em vez de votardes desprezo à ignorância e ao vício, instruí os ignorantes e moralizai os viciados. Sede brandos e benevolentes para com tudo o que vos seja inferior. Sede-o para com os seres mais ínfimos da criação e tereis obedecido à lei de Deus."
Finalizando nosso capítulo em estudo, vemos que nada nos ocorre sem uma causa anterior, sendo que alguns homens se vêem condenados a mendigar por sua própria culpa; se uma boa educação moral os tivesse ensinado a praticar a lei de Deus, não teriam caído nos excessos causadores da sua perdição. E também somos remetidos à nossa responsabilidade, pois através de nosso progresso, nossa educação moral, é que depende a melhoria do planeta.

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